sábado, 5 de dezembro de 2009

Pequenos Céticos

Mais dia, menos dia, acaba chegando na vida de toda mãe aquele momento em que seu filho faz aquela temível pergunta:

- Mamãe?
- Sim, querido.
- De onde vieram as pessoas?
- Você quer dizer, os bebês? Bem, primeiro o homem pega o pênis e...
- Não, não. Eu quero saber das primeiras pessoas. De onde vieram as primeiras pessoas na Terra?

Fiquei perplexa. O que eu podia dizer? Eu sabia que esse momento iria chegar, mas eu ainda estava completamente despreparada. Eu ficaria feliz em falar de sexo com ele, mas evolução? Como eu poderia explicar evolução para meu filho de três anos quando eu mesma não entendia direito? Afinal, eu era produto do sistema educacional público da Carolina do Sul.

E foi aí que eu disse a pior coisa que qualquer mãe pode dizer ao seu filho quando ele pergunta sobre esse tema controvertido. Não, eu não lhe disse que nós fomos criados por Deus ou que nós fomos plantados aqui há milênios como um experimento extraterrestre. Eu lhe disse algo muito, muito pior.

- Querido, um dia os macacos viraram gente.
Não sei quanto a vocês, mas eu quase caí da rede de tanto rir quando li esse começo da introdução ao artigo de Heidi Anderson, "Skeptical Parenting: Raising Young Critical Thinkers", na Skeptical Inquiry de novembro. Afinal, eu também tenho dois filhos e nem sempre é fácil encontrar as respostas certas.

A introdução é excepcional e cria muita expectativa para o resto do artigo que não consegue manter o mesmo nível. De qualquer modo, ele é útil para pais céticos vivendo numa comunidade a-cética como a nossa.

domingo, 10 de maio de 2009

José Gabino Jr.

Mesmo Assim

Se nunca mais me visses e eu te olhasse,
Se te esquecesses que te amei um dia,
Se o teu eterno amor fosse fugace
Como a noite que sinto é triste e fria...

Se um dia me dissesses, face a face,
Que só asco por mim sentir podia...
E se tua boca me amaldiçoasse
Com louca maldição, feroz, sombria...

Se tornasses em pó minha ilusão,
Deixando que esta grande solidão
Que paira sobre mim, fatal desabe...

Se me fizesses tanto mal, eu juro
Qu'inda serias luz no meu futuro,
Que o mesmo te amaria - ou mais...
                                       Quem sabe?

Essa é uma das minhas poesias prediletas do livro Olhos no Horizonte, do José Gabino Jr. Roubei este e outro livro do Gabino de meu pai há vários anos e os reencontrei semana passada enquanto vasculhava o sótão à procura de livros pra encher a nova estante do escritório.

O Gabino foi colega do meu pai na Cemig, em Belo Horizonte, lá pelos idos de 1987. Nessa época eu ainda estava na faculdade e foi numa das férias que eu ainda passava com meus pais que eu conheci o Gabino e o vi presentear meu pai com dois livros de poesias. Lembro-me muito pouco dele e provavelmente sequer chegamos a conversar. Mas fiquei seu fã logo na primeira leitura dos seus livros.

Os dois livros são edições caseiras, provavelmente produzidas pela família dele, um de 1978 e outro de 1986. Descobri que ele publicou um livro mais recente chamado Colhidos pelo Caminho e o encomendei na Estante Virtual.

Na introdução do segundo livro, Sol Entre Neblina, ele diz que:
Se conseguir transmitir alguma emoção a pelo menos um leitor, o esforço feito estará recompensado.
Então está, Gabino.

domingo, 26 de abril de 2009

Pergunta retórica

Há algumas semanas fomos experimentar um restaurante japonês que ainda não conhecíamos: o Samurai Mix. Achei muito bom: qualidade, variedade e preço. Meus filhos pagaram "meia" e, diferentemente de alguns outros restaurantes de Campinas, o sashimi é "à vontade".
Na saída, quando a garçonete se despediu com o tradicional "voltem sempre", eu quis manifestar minha satisfação e disse:
- Voltaremos, com certeza!
Minha filha me puxou pelo braço, me encarou e disse com uma vozinha contida mas firme:
- Pai, você não percebeu que essa era uma pergunta retórica?!

Tô no Ubuntu!

Ontem eu resolvi atualizar meu Kubuntu 8.10 para 9.04 no computador de casa. Foi tudo liso. Reiniciei o computador, me loguei e estou trabalhando desde então sem qualquer empecilho.

Mas não é só nesse sentido que eu "tô no Ubuntu". É que finalmente eu tenho um projeto meu (nesse caso, um projetinho) integrando essa distribuição:


gustavo@wise:~$ apt-cache show libsvn-look-perl
Package: libsvn-look-perl
Priority: optional
Section: universe/perl
Installed-Size: 68
Maintainer: Ubuntu MOTU Developers <ubuntu-motu@lists.ubuntu.com>
Original-Maintainer: Debian Perl Group <pkg-perl-maintainers@lists.alioth.debian.org>
Architecture: all
Version: 0.13.463-2
Depends: perl (>= 5.6.0-16), subversion
Filename: pool/universe/libs/libsvn-look-perl/libsvn-look-perl_0.13.463-2_all.deb
Size: 10250
MD5sum: 7105c8c22d06e4b1c49b78366499765f
SHA1: 4d4844e729f12cef21c7578d5b6846df9447a925
SHA256: 4c44bc636203dceb3e6beed7575553e8be0fb833644ec2716c222130bc58e733
Description: caching wrapper around the svnlook command
  The svnlook command is the workhorse of Subversion hook scripts,
  being used to gather all sorts of information about a repository, its
  revisions, and its transactions. SVN::Look provides a simple object
  oriented interface to a specific svnlook invocation, to make it
  easier to hook writers to get and use the information they
  need. Moreover, all the information gathered by calling the svnlook
  command is cached in the object, avoiding repetitious calls.
Homepage: http://search.cpan.org/dist/SVN-Look/
Bugs: https://bugs.launchpad.net/ubuntu/+filebug
Origin: Ubuntu



Tenho um projeto mais interessante que está pra entrar numa versão futura do Debian, o SVN::Hooks que deverá entrar como pacote libsvn-hooks-perl.

Tá ficando bom...

sábado, 4 de abril de 2009

Guitar Hero

Eu nunca me interessei muito por "joguinhos eletrônicos". Mas em dezembro passado trouxemos um Wii dos EUA junto com um punhado de jogos. Acabamos eu e meu filho ficando vic..., err..., aficionados do Guitar Hero World Tour. Já perdi longas horas brincando e cheguei num nível interessante. E, pra poder contar vantagem, resolvi publicar o nosso score. :-)

O objetivo é deixar tudo verde, mas tá cada vez mais difícil melhorar.

sábado, 28 de março de 2009

Camisa por dentro da calça

Faz tempo que meus dois filhos implicam com o meu hábito de vestir a camisa por dentro da calça. Como sempre, eu me divirto. Há uns dias minha filha Juliana (de seis anos) me veio com essa:

- Pai, por que é que você põe a camisa por dentro da calça?
- Por que o papai acha mais confortável.
- Por que é que você prefere o conforto à beleza?
(.... pausa pra pensar numa boa resposta...)
- Acho que é porque eu sou velho!